Câncer de Mama na Região Oeste de Santa Catarina: incidência e características clínicas
- drmarcelomorenomkt
- 12 de abr. de 2025
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Dando sequência ao bloco de artigos que tive a oportunidade de participar durante a vida acadêmica, hoje irei escrever sobre os principais achados que documentamos no trabalho intitulado como Câncer de mama na Região Oeste de Santa Catarina e publicado na Revista Brasileira de Mastologia no ano de 2012 ( Rev Bras Mastologia. 2012;22(4):111-116). Ele foi produto de um trabalho de conclusão de curso das médicas Camila Biazi (@pedcamilabiazi) e Camila Proner (@camiproner). De acordo com a observação clínica nos serviços de oncologia de Chapecó, smepre foi verificado muitas pacientes com câncer de mama. O que motivou a análise da incidência e as características dos casos diagnosticados na região oeste de Santa Catarina. E o que descobrimos?Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram analisados 137 novos casos de câncer de mama. A taxa de incidência na região foi de 45 casos para cada 100 mil mulheres. Em algumas cidades, como Xanxerê e Chapecó, essa taxa foi ainda maior, chegando a 64 e 51,6 casos, respectivamente. Esses números estão próximos às previsões do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que esperava ver taxas semelhantes para o sul do Brasil. Quem eram as pacientes? A maioria das mulheres diagnosticadas tinha entre 40 e 59 anos, e a maior parte delas era branca. Em geral, as pacientes apresentaram a doença em estágios iniciais, o que é um fator positivo, pois aumenta as chances de tratamento eficaz. Características clínicas das pacientes e dos tumores: a idade das pacientes variou de 21 a 86 anos, com a maioria (51,2%) na faixa etária de 40 a 59 anos. A maioria das pacientes era da raça branca, representando 92,6% do total, e a mama esquerda foi a mais acometida, com 53% dos casos. A lesão primária foi mais frequentemente localizada no quadrante superior lateral, que corresponde a 31,9% dos casos. A maioria dos tumores era carcinoma ductal invasor (71,7%), seguido por carcinoma lobular invasor (16,5%) e carcinoma ductal in situ (6,3%). Felizmente, os diagnósticos eram realizados principalmente nos estágios I (22,9%) e II (26,7%), ou seja, em fases iniciais da doença (quando ainda está localizada somente na mama); o que indica que as campanhas de conscientização e triagem, como a mamografia, tinham um papel muito importante na prevenção secundária do câncer de mama na região. Os dados devem ser atualizados, mas na clínica percebemos um aumento contínuo da incidência, assim como nos demais locais do Brasil. Conscientizar sobre a importância da prevenção, do autoexame e das mamografias regulares é essencial para combater o câncer de mama. Se você tem mais de 40 anos, não esqueça de fazer seus exames regularmente e incentive outras mulheres a fazerem o mesmo!
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